domingo, 31 de maio de 2026

ADDIO A MAGGIO

 Avvolto tra nebbie e raggi di sole

Tra brezze e piogge delicate

Tra fiori primaverili e foglie secche d’autunno

Maggio ci saluta, lasciando scie di speranza

 

Tra giorni gioiosi e festosi

Tra amori e passioni nascoste

Tra caffè, sorrisi e amicizie durature

Maggio ci saluta con emozione ed euforia

 

Lasciando ricordi indelebili

Lasciando memorie indimenticabili

Lasciando vuoti, difficili da colmare

Ma lasciando una rinnovata forza per continuare

 

Continuare il misterioso percorso della vita

Attraverso le strade sconosciute del destino

Attraverso i sentimenti più profondi

Attraverso le giornate più emozionanti

ADEUS MAIO

 Envolto entre névoas e raios de sol

Entre brisas e chuvas suaves

Entre flores da primavera e folhas secas do outono

Maio se despede, deixando rastros de esperança

 

Entre dias alegres e festivos

Entre amores e paixões ocultas

Entre cafés, sorrisos e amizades duradouras

Maio se despede com emoção e euforia

 

Deixando lembranças indeléveis

Deixando memórias inesquecíveis

Deixando vazios, difíceis de preencher

Mas deixando uma força renovada para continuar

 

Continuar a misteriosa jornada da vida

Através dos caminhos desconhecidos do destino

Através dos sentimentos mais profundos

Através das jornadas mais emocionantes

 

FAREWELL TO MAY

 Enveloped in mist and rays of sunshine

Amidst gentle breezes and light showers

Amidst spring blossoms and autumn’s withered leaves

May bids farewell, leaving trails of hope

 

Amidst joyful and festive days

Amidst love and hidden passions

Amidst coffee, smiles and lasting friendships

May bids farewell with emotion and elation

 

Leaving indelible memories

Leaving unforgettable memories

Leaving voids, hard to fill

But leaving renewed strength to carry on

 

To carry on the mysterious journey of life

Through the unknown paths of destiny

Through the deepest feelings

Through the most exciting days

DESPEDIDA DE MAYO


 


Envuelto entre brumas y rayos de sol

Entre brisas y lluvias mansas

Entre flores de primavera y hojas secas de otoño

Mayo se despide, dejando estelas de esperanza

 

Entre días alegres y festivos

Entre amores y pasiones escondidas

Entre cafés, sonrisas y amistades perennes

Mayo se despide com emoción y euforia

 

Dejando recuerdos imborrables

Dejando memorias inolvidables

Dejando vacíos, difíciles de llenar

Pero dejando renovada fortaleza para continuar

 

Continuar el trayecto misterioso de la vida

A través de los ignotos caminos del destino

A través de los sentimientos más profundos

A través de las jornadas más excitantes


segunda-feira, 25 de maio de 2026

EL TIEMPO Y EL VIENTO



A veces permanezco en silencio

A veces soy luz, a veces tinieblas

A veces soy alegría, a veces tormento

A veces agonía, a veces fantasía

 

A veces soy del tiempo

Efímero momento

Que se eleva entre los misterios del mundo

A través de la historia, a través de lo incierto

 

A veces soy brisa, a veces soy viento

A veces ventanía, a veces lamento

A veces me elevo, a veces me entretengo

Entre las brumas de las pasiones y del tiempo

 

A veces me contradigo, como lo hacen los humanos

A veces sonrío, a veces me encierro

A veces soy un haz de luz, a veces oscuro silencio

A veces soy tiempo y a veces soy viento

quinta-feira, 21 de maio de 2026

ALMA A FILHA DO DESTINO - 2025 (CAPITULO I - PARTE I)

 



CAPITULO I

  

“A MENINA E O RIO”

               

As águas do rio Moxotó pareciam estrelas brilhando num espelho nessa tarde quente de abril. As chuvas tinham deixado a sua herança anual através de toda a sua costa. Os sedimentos aluviais compostos de argila e silte distribuíam-se por toda a ribeira do rio, até a parte das rochas calcares que indicavam o começo de uma trilha – caminho que serpenteava- no meio da mata do sertão e que conduzia até a propriedade rural do seu Rubião Rocha.

O silencio era eloquente, e só era quebrado pelos passos de um par de pés pequeninos de uma menina de nove anos que parecia desfrutar de essa inocente brincadeira. A menina estava toda encharcada e suja, mas não só de água, como também de lama escura. Ela cumpria o ritual todos os dias. Quando o seu pai e irmãos, após o almoço, voltavam ao trabalho nos canaviais, ela ajudava a mãe com os afazeres da casa, lavava os pratos, limpava a cozinha e, depois ia para o rio se lambuçar na lama.

Não adiantavam os protestos da mãe que via a filha chegar toda suja. Ela, em silencio, lavava a roupa de pano amarela, toda corroída e embolorada pela sujeira e, voltava a repetir a sua rotina, dia após dia.

O universo dessa infantil figura centrava-se no rio, na lama, nas rochas, em toda a natureza.

 

-Alma, é hora de voltar para casa – gritou dona Maria das Dores do alto da rocha por onde começava a trilha que levava à

 

casa dos Rocha.

 

Alma virou a cabeça e acenou para a mãe. Entrou no rio e mergulhou suavemente. Lavou o corpo todo e apressou-se a ir junto da mãe que a olhava de forma intrigante.

 

Maria das Dores Malta, era uma mulher baixinha, de olhos escuros, cabelos curtos começando a ficar grisalhos, e uma coragem de dar inveja a qualquer mulher deste mundo.

Havia nascido no próprio Sertão de Moxotó quando Inajá era conhecida pelo nome de Fazenda do Espírito Santo. Filha de Damião Malta e de dona Rosa da Purificação, eram os primeiros habitantes da região. Inclusive a primeira casa construída pertencia aos Malta.

Damião Malta chegou a ser um comerciante próspero. Na sua venda, conhecida como Posto Malta, vendia-se de tudo: carne seca, azeite, grãos, cachaça, queijo, cigarro e outros produtos que vinham de Recife.

Maria das Dores, conhecida como Dadá, era a única filha mulher. Seu Damião e dona Rosa tinham mais dois filhos, todos mais novos que Dadá.

De estatura baixa, profundos olhos escuros e brilhantes, a moça passava por uma beleza exótica. De pele morena, chamava a atenção pelo corpo escultural e pelo sorriso, muito raro, mas capaz de derreter corações juvenis em toda a comarca.

Quando Dadá completou vinte anos, os pais pretenderam arranjar um marido para ela. Dadá opôs-se terminantemente. Ela se casaria só por amor e não aceitaria ninguém que não fosse do seu gosto.

Um dos candidatos apreciado pelos Malta era Damásio Bezerra, o filho do coronel Bezerra, uma espécie de cacique da região. Era proprietário da maior fazenda do Sertão de Moxotó e décadas atrás, eram proprietários de escravos quando este sistema imperava no país.

Damásio estava apaixonado pela Dadá, mas ela não quis saber

 

nada e o jovem, decepcionado, foi para Recife terminar os estudos.

Foi então quando Dadá conheceu Rubião Rocha, de quem ficou apaixonada.

O moço era originário de Arcoverde, uma cidade não tão distante de Inajá. Filho único de um modesto fazendeiro que ganhava a vida com o cultivo de cana de açúcar, Rubião Rocha ficou prendado pela Dadá assim que a conheceu.

Alto e de cor bem branca. Tinha ascendência holandesa e portuguesa. Rubião era um jovem forte, de olhos azuis, bem azuis e de pele branca. Quando caminhava, parecia um oficial de exército a mando de suas tropas. O avô materno era filho de um marinheiro holandês que desembarcou no Brasil na época de Mauricio de Nassau e por parte de pai, era neto de um comerciante português que, fugindo da cidade do Porto por dívidas, afincou-se em Arcoverde e esqueceu o comercio, pois descobriu nas plantações de canaviais um futuro promissor para sua família.

Por tanto, quando chegou a Inajá, o jovem Rubião tinha conquistado o coração de Dadá, não só pelos belos olhos azuis, mas também porque era um homem educado, coisa muita rara por essas bandas.

O pai acabara de falecer e Rubião comprou um terreno à beira do rio Moxotó com o intuito de dedicar-se à plantação de tabaco e cana de açúcar. Vendera a fazendinha de Arcoverde e mudara-se para Inajá.

Costumava comprar no Posto Malta todas as provisões que necessitava e, numa dessas incursões, conheceu a filha do comerciante.

No começo a família Malta foi contra o namoro, mas a moça foi firme e conseguiu convencer os preocupados pais de que Rubião era o melhor homem para ela.

Um ano depois, em maio de 1922, casaram-se na Igreja do Divino Espírito Santo, com a presença de todos os habitantes de Inajá. Na festa, uma ausência: a família Bezerra. O casal teve três filhos: Damião, nascido em abril de 1923; José Rubião,

 

nascido em setembro de 1925 e finalmente a caçula Alma do Espirito Santo, nascida coincidentemente no domingo 8 de junho de 1930, festividade de Pentecostes, o qual deu o nome à recém nascida.

 

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

SINFONIA DE MAIO

 



Efervescentes e nostálgicas

luzes quase mágicas de outono

Outono brilhante, cheio de emoções

Melodia suave no coração

 

Sentimentos contraditórios, algo efêmeros,

mas fortes como uma tempestade de verão

Luz solar sobre o mar, manhãs silenciosas

Esperanças que se renovam a cada dia que passa

 

É maio, e é outono

O clima temperado se perde nas brumas do dia

E os sorrisos quebram a monotonia,

e nos fazem esquecer da rotina

 

Maio, entardecer silencioso, noites tranquilas

Chuva mansa que afaga, sonhos e fantasias

Neste maio cheio de harmonia,

de sorrisos, de paixões e de sinfonias.