Certamente o olhar estrangeiro é diferente a dos nativos,
pois com esse olhar podemos, de certa forma, observar mais detalhes da cidade
que escolhemos viver. São Paulo não é só uma cidade: São Paulo é o mundo!. Aqui
convivem num caldeirão cultural: portugueses, espanhóis, italianos, japoneses,
poloneses, americanos, alemães, ingleses, russos e, mais recentemente haitianos
e sírios, dentre outros. Os sotaques são diversos, mas nessa junção de culturas
e idiomas tão variados, todos falam uma só língua: falam paulistano.
A cidade, que no dia 25 de janeiro -dia da conversão de São
Paulo- completa 462 anos foi construída,
basicamente por imigrantes de todos os lugares que vieram contribuir com a
pujança da metrópole.
Como é uma cidade de dimensões colossais, ela oferece cantos
mil, paisagens extraordinárias, lugares surpreendentes e sua história
encontra-se presente em todos os lugares por onde andamos.
O que eu mais gosto de
Sampa?
Os prédios antigos do centro da cidade são simplesmente de
uma elegância passada que me remetem aos grandes prédios de Paris.
Uma Missa no Mosteiro de São Bento ouvindo as vozes guturais
dos monges beneditinos aos domingos de manhã é uma ótima pedida. Um café ali
diante, no famoso GIRONDINO’S, um antiquíssimo restaurante e cafeteria são
imprescindíveis para observar a praça e ouvir os sinos do Mosteiro.
Logo ali diante, está o soberbo prédio BANESPA e no topo pode
se ver o “skyline” 360 graus da metrópole. Imperdível!
Às igrejas barrocas do centro da cidade, como a de Santo Antônio
e São Francisco são belíssimos. A catedral mor da cidade na Praça da Sé,
comandada pela estátua do patrono da cidade, o apóstolo São Paulo, é
impressionantes. Suas colunas chegam até os céus.
O pátio do Colégio, lugar de fundação da cidade, tem um museu
interessante, o Museu Anchieta, dedicado ao fundador da cidade. A pé podemos
chegar até a biblioteca Mario de Andrade, a segunda maior do país, com um
acervo riquíssimo cultural da cidade e do pais.
O Solar da Marquesa de Santos encontra-se perto do Pátio do
Colégio. Interessantes esculturas estão espalhadas pela cidade. Frente à
Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco uma estátua que representa
“O beijo” é um primor. Nos parques e avenidas, esculturas de bronze e de
mármores aparecem quando menos esperamos.
A vista do Vale do Anhangabaú desde o viaduto do Chá, o
Teatro Municipal e suas óperas e seu majestoso salão de espelhos; uma tarde de
sábado ouvindo a OSESP na monumental Sala São Paulo, uma tarde de café
observando o jardim da Luz após uma visita à Pinacoteca e ao Museu da Língua
Portuguesa, são imperdíveis.
Às ruas anestesiadas dos Jardins e suas elegantes mansões, o
charmoso Parque Buenos Aires no bairro de Higienópolis.
Uma Pizza no bairro do Bixiga ou na Mooca, o pôr do sol na
Praça Panamericana em Pinheiros, um sábado de corrida por entre as trilhas da
USP.
Passar um dia fazendo trilha na Serra da Cantareira é uma boa
pedida. Do alto da serra a vista da cidade é linda. Também no Pico do Jaraguá
existem trilhas e lugares de onde se aprecia a dimensão geográfica da
metrópole.
Por fim, nos encontramos na mais paulista de todas as
avenidas: Avenida Paulista, o lugar mais alto da cidade onde convergem todas as
regiões da cidade. A avenida é o símbolo da cidade, de seu progresso, das suas
virtudes e defeitos. Palco de manifestações, de protestos, de grandes
aglomerações de gente de todas as tribos, vendedores, artistas de rua,
executivos e curiosos. Ali se encontra a Casa das Rosas, museu e espaço
cultural de poesia e literatura da cidade, o Itaú Cultural de arte
contemporânea, o MASP (Museu de Arte de São Paulo) com seu riquíssimo acervo, o
parque Trianon, um espaço de requinte e descanso no meio do ruído da cidade.
Uma escultura de Brecheret “O Fauno” é destaque, e além dos cinemas e teatros,
terminamos no Conjunto Nacional onde está localizada a Livraria Cultura. Um
espaço enorme de obras literárias e artísticas mundiais.
Um sofisticado café interior “O Viena” nos obriga a sentar e
saborear um café e folhando livros interessantes. Tudo isso, enquanto a cidade
que nunca dorme e nunca para, continua seu misterioso desenvolvimento em
direção ao seu futuro.
Parabéns Sampa!
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